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O QUE SÃO OS SEMINÁRIOS "A ARTE DE VIVER A VIDA" (AVIVIDA) ? DO DR. PIERRE WEIL DA UNIVERSIDADE INTERNACIONAL DA PAZ




AS DIMENSÕES DA PAZ  extraído do texto: VIVER EM PAZ - Píerre Weil

Muitos de nós sonhamos com uma existência plena de felicidade, paz e harmonia. Embora esta paz se encontre ao nosso alcance todo o tempo, poucos são os que sabem realmente viver em paz, pois ignoram onde ela se encontra.
Muitos são os que a procuram no companheiro, no marido ou na esposa, nas honrarias de um título de doutor ou de alto executivo, num partido político, numa ideologia, no Japão ou no Himalaia. Elas acabam não encontrando e continuam infelizes, brigando com todo mundo, procurando refúgio num excesso de atividade e trabalho febril, acabando estressados e doentes.
Hoje, são conhecidas as áreas em que se pode atuar para encontrar esta paz que perdemos. Poucos são os pais e educadores contemporâneos que possuem estes conhecimentos e estão realmente em condições de transmiti-los aos seus filhos ou educandos.
Onde podemos encontrar paz e serenidade?
O texto a seguir é um caminho em direção à paz. Requer disposição e disciplina para seguir as indicações e conclusões destas descobertas. Elas estão ao alcance de qualquer um.

As três ecologias e as três consciências:

Existem três direções nas quais podemos enxergar a Paz. Cada uma delas necessita de uma forma de consciência e de um tipo de ecologia.
A primeira é consigo mesmo, ou melhor ainda, dentro de cada um. Há momentos em que estamos em paz e há outros em que estamos tensos e agitados, nem sempre sabendo o porquê. Há, por conseguinte, necessidade da consciência individual para definir e localizar a paz dentro de nós mesmos, para em seguida dizer como alcançá-la.
É o que se chama de ecologia interior ou ecologia do ser, que se apóia na consciência individual. A ecologia individual é o estado de harmonia do ser pessoal.
A segunda direção é a Paz com os outros. Esta paz também é instável nas nossas relações com marido, mulher, amigos, colegas, pais e filhos etc. Como se caracteriza esta paz e como torná-la estável é uma questão de ecologia social, ou seja, de harmonia com a sociedade e dentro dela. A ecologia social pressupõe, exige e depende da consciência social de cada cidadão e de uma consciência social coletiva maior do que a soma das consciências individuais.
Enfim, existe a Paz com o meio ambiente em que vivemos, com a natureza em torno de nós. Poucas pessoas hoje têm uma idéia clara de que jogar o lixo num riacho ou usar um spray consiste numa violência para com a natureza, e de que é uma forma de contribuir para o nosso próprio extermínio. A Paz na ecologia ambiental, e como contribuir para ela, é a terceira questão essencial para vivermos com qualidade.
A ecologia ambiental é um estado de equilíbrio dos ecossistemas. Este equilíbrio, ao que tudo indica, é uma expressão da Consciência Universo. Com a intervenção destrutiva, pelo ser humano, no equilíbrio ecológico, foi e continua sendo indispensável o despertar da consciência ecológica individual em cada cidadão do planeta.

A interdependência das três ecologias:

A Roda da Arte de Viver nos mostra o quanto são interdependentes os diferentes tipos de consciência, de ecologia e de vivência da paz.
Como já expressamos anteriormente, sabemos que muitos procuram a Paz fora de si. Para descobri-la, precisamos saber que isto exige uma tomada de consciência de onde e como encontrá-la.
Há três grandes espaços do nosso ser mais íntimo, onde podemos encontrar a paz: o nosso corpo físico, o nosso espaço emocional e a nossa mente. Vamos, para cada um destes níveis, mostrar como, de maneira bem concreta, podemos experienciar e vivenciar a paz.

A ARTE DE VIVER EM PAZ - PIERRE WEIL
http://www.youtube.com/watch?v=FMZdItk_vJo

A Paz do CorpoA paz pode ser vivenciada através do relaxamento. Vivemos constantemente numa agitação frenética. Emoções como raiva e ciúme, criam tensões no nosso corpo. A melhor resposta é o relaxamento.
Relaxamento se aprende. Você pode realizar a experiência agora, durante esta leitura. Basta para isto fechar os olhos, ficar bem à vontade, fazer umas três respirações profundas, soltar os músculos, imaginar que você está num lugar ideal de descanso, como uma praia ou uma rede na montanha.
Fique uns dez minutos neste estado relaxado. Tome consciência do seu estado físico. “Bem estar”, “descontraído”, “em paz”, “solto”, “repousado”, são, entre outras, as declarações dos que estão saindo de um relaxamento.
No caso de você ter gostado, convém fazer um curso de relaxamento ou de ioga. Sua vida cotidiana vai mudar se você resolver praticar relaxamento todos os dias, de manhã e de noite.
Esta melhora será muito maior se você tratar da fome das tensões musculares: as emoções que não te fazem feliz. É disto que vamos tratar agora.

A IMPORTÂNCIA DA RESPIRAÇÃO - JOSÉ ANGÊLO GAIARSA:


A Paz do Coração: Por que e como lidar com as emoções que te incomodam? Se você quiser despertar a paz do seu coração, aprenda a lidar com essas emoções. Estudos das causas do estresse indicam tais emoções como sendo as suas grandes causadoras. Quais são essas emoções?
Podemos defini-las como as que causam conflitos com os outros e para si mesmo. São as expressões internas e externas das nossas neuroses. Uma boa definição do neurótico é a que o descreve como uma pessoa que sofre e faz sofrer os outros; e o que faz sofrer os outros, senão o ciúme, o apego exagerado às coisas, pessoas ou mesmo idéias, a rejeição e a raiva, o orgulho e a indiferença?
Nas próximas semanas observe bem você mesmo e os outros ao seu redor. E veja se o que está sendo questionado aqui não corresponde a uma grande verdade. Como então lidar com estas emoções, já que elas são tão destrutivas?
Grande parte da humanidade costuma se deixar levar por elas, perdendo o autocontrole. Tomemos o exemplo da raiva. As pessoas gritam, ofendem, magoam, muitas vezes a quem amam, e depois se sentem culpadas e sofrem.
Existe uma terceira alternativa, uma espécie de caminho do meio. Em vez de soltar a raiva ou de dominá-la, o melhor é tomar consciência dela e deixá-la passar, como uma nuvem de tempestade que passa e deixa o céu azul e o sol brilhando novamente.
É claro que você precisará de certo tempo, algumas semanas ou meses para conseguir bom resultado. Quanto mais cedo, você se tornará um ser livre das emoções pesadas. A verdadeira liberdade é esta.
No início , a gente se esquece, mas aos poucos acaba constatando que chegou ao ponto de ver a emoção chegar. Você poderá dizer com um certo senso de humor: “lá vem ela de novo!” Este será um excelente sinal de sucesso. Você não pode se livrar de todo da raiva, mas pode fazer com que ela transfome em sentimento de amizade ou mesmo de amor. E aos poucos, isto se transformará numa segunda natureza. Você começará a irradiar paz e serenidade em torno de você, sobretudo se paralelamente você praticar o relaxamento diário do corpo.
Você obterá mais alegria e harmonia, se além de lidar com estas emoções, você cultivar altos sentimentos humanos como alegria, amor, compaixão e eqüidade. A alegria, por compartilhar felicidade com as pessoas. O amor, por querer a felicidade das pessoas ao seu redor. A compaixão, significando o sentimento e o ato de ajudar o outro a aliviar o sofrimento. E a eqüidade, no tratamento igual a todos os seres do mundo, sem preferência por um ou outro. Assim você terá adquirido a paz do coração, além da paz do corpo.

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A Paz de Espírito: Mas mesmo tendo adquirido a paz do corpo e a paz no nível das emoções, isto é, a paz de coração, a sua mente continua agitada, gerando uma hiperatividade no mundo externo e uma invasão, para não dizer uma inflação, de pensamentos, idéias, imagens, formas, símbolos, memórias, que desfilam numa dança incessante. No fim do dia você só tem uma vontade: ir para a cama e dormir.
Esta é a atividade típica da sua mente com as suas infinitas produções e funções bastante úteis para o nosso cotidiano. A mente nos permite raciocinar, lembrar, apreciar, comparar, julgar, decidir, avaliar, nos defender, ou melhor, defender a nossa existência. Só que às vezes ela nos atrapalha por funcionar demasiadamente, sobretudo se fomos educados para sermos intelectuais e hipertrofiamos esta função.
Embora seja uma atividade normal do espírito, em certas ocasiões a mente gera emoções destrutivas. Basta, por exemplo, lembrar-se de um inimigo para você ficar com raiva. Com isso, perde-se a paz de espírito. A atividade da mente, gerada pelo espírito, acaba obstruindo a nossa via de acesso à paz natural característica do próprio espírito. Resultado: perdemos o controle de nós mesmos.
Mais ainda, existe um aspecto muito sutil do pensamento. É próprio de sua natureza tudo dividir. Particularmente, o conceito de “EU” divide a nossa percepção em duas partes: eu e o mundo. O espaço interior e o espaço exterior. Você e os objetos. E assim por diante.
Na realidade, esta divisão é ilusória. A ciência nos ensina que tanto o ser humano como todos os objetos e o mundo ao seu redor são constituídos de energia. Da mesma energia. Assim sendo, nada é separado neste nível de compreensão da verdadeira natureza das coisas. Esta ilusão ou fantasia é que constitui a causa primordial de todos os nossos problemas.
Por causa desta miragem da separação, nós nos apegamos a tudo que nos dá prazer, evitamos ou rejeitamos o que nos causa dor, e ficamos indiferentes ao que não nos causa nem prazer nem dor. Isto se refere a coisas, pessoas ou mesmo idéias.
Esta é a raiz da raiva, da possessividade e da  indiferença. Por exemplo, porque estamos percebendo o mundo como exterior a nós, exploramos a natureza até não sobrar mais nada. A possessividade dos madeireiros, seu apego ao lucro sem fim, causam a devastação das florestas tropicais.
Mas pode-se observar o mesmo apego e suas conseqüências nefastas bem junto de nós mesmos, dentro de cada um. O exemplo mais clássico é o que acontece no início de um namoro. Ele e ela se encontram pela primeira vez; trocam carinhos, acham gostoso, querem a continuidade do prazer
À medida que o outro não atende a todas as suas expectativas, o apego vai se manifestando sob várias formas. Eles vão ficar ansiosos e com medo de não se encontrarem ou com ciúmes por ignorarem se existe outra pessoa. Se um chegar muito atrasado ao encontro o outro ficará com raiva ou, no mínimo, ressentido. Se soubessem que não estão separados, mas originados e constituídos da mesma essência, o próprio apego cairia por si só, pois é a energia se apegando a ela mesma. Na espera do novo encontro, cada um cuidaria das suas coisas e dos seus afazeres, sem expectativa nem medo, com abertura para o que vier a acontecer. Se cada um vier, será uma nova alegria; se um falhar, não vai haver decepção pois não se esperou nada.
Como então dissolver esta ilusão de separabilidade, já que ela é a fonte última de todo sofrimento?
Isto pode ser feito através da meditação diária, uma ou duas vezes por dia, de manhã e/ou de noite.
Meditar consiste em aquietar-se, recolher-se, adentrar-se. Deixar passar os pensamentos e as emoções que aparecem na mente. Neste ato de tranqüilizar a mente, aparece a verdadeira natureza do Espírito em vivência a indivisibilidade do espírito pessoal e do espírito universo. O cosmo é autoconsciente; a nossa consciência percebida pela mente como individual é a Autoconsciência do Universo. Ela é representada no meio do círculo da Arte de Viver em Paz – mais adiante neste texto. Inexiste separação entre as duas consciências. Elas são uma só, absolutamente indivisíveis.
Existem muitos cursos de meditação à sua disposição. Faça uma escolha prudente e lúcida. Antes de tomar uma decisão, informe-se junto a amigos ou conhecidos, sobre a idoneidade e a competência do professor ou da instituição que pretende escolher.
A verdadeira paz de espírito encontra-se no espaço entre dois pensamentos. Lá, de onde saem e para onde voltam os pensamentos. É este espaço que a prática da Meditação lhe ajudará a descobrir de modo vivenciado.


A INCRIVEL MÁQUINA HUMANA:

PARA COMEÇAR A MEDITAR:

ORAÇÃO E MEDITAÇÃO - FRANCISCO DI BIASI:


Ecologia Social - A Arte de Viver em Paz com os Outros: Se despertarmos a paz dentro de nós, estaremos aptos a viver em paz com os outros, isto é, com os familiares, os amigos, e assim por diante. Mas a ecologia social exige de nós uma consciência e uma vigilância constantes, se quisermos ser verdadeiros cidadãos do mundo em que vivemos. Assim sendo, precisamos levar em consideração a cultura que nos influencia o tempo todo, a vida social e política e, além disto, os aspectos econômicos como, por exemplo, a nossa relação com o dinheiro.


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SER SOLIDÁRIO - UBIRATAN D'AMBROSIO:


CUIDAR DO OUTRO - ROSIE MARIE MURARO:



A IMPORTÂNCIA DO TOQUE - ANTONIO CARLOS JORDÃO:




            PALESTRA TELMA VINHA - EDUCAÇÃO PARA A PAZ



Pierre Weil, Educador, PHD em psicologia pela Universidade de Paris, consultor para a UNESCO na área de educação voltada para a paz e ex-reitor da Universidade Holística Internacional de Brasília (UNIPAZ).

Para saber mais sobre Pierre Weil e Unipaz, acesse:
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=FMZdItk_vJo




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